Biotecnologia na indústria alimentícia

Sim, biotecnologia está em toda parte: nos remédios, no combustível, nas plantas, nos animais e, obviamente… na nossa comida.

Desde antes de Cristo já se utilizava biotecnologia para alimentos. Mais especificamente, para a fabricação de cerveja. Com o passar dos anos, esta prática se estendeu para a fabricação de pães, queijos e vinhos.

Com o avanço das pesquisas em biotecnologia, contamos atualmente com uma vasta área de aplicação das técnicas de engenharia genética, dentre outras, na confecção de nossos alimentos em todas as fases de produção.

Ou seja, a biotecnologia está a disposição da sociedade para melhoramento contínuo de nossa alimentação, desde assegurar a safra das plantações até buscar melhorar a qualidade do alimento em nosso prato de comida, distribuindo alternativas e métodos naturais para buscar desenvolvimento, mas com qualidade.

Engana-se quem acredita que só há tecnologia em alimentos “industrializados”. A biotecnologia, pela sua determinação em melhorar a qualidade e rendimento dos alimentos, está presente em todas as etapas de produção, como:

  • Agricultura
  • Pecuária
  • Etapas de Fermentação
  • Alimentos Biofortificado

 

Agropecuária e biotecnologia: O casamento perfeito!

O início da introdução da biotecnologia na produção dos alimentos está na agricultura. Ali, busca-se desenvolver plantas mais nutritivas e mais resistentes às doenças e pragas, evitando/diminuindo a necessidade do uso de agrotóxicos.

Além disso, pela atuação da engenharia genética, busca-se separar, combinar ou criar organismos que sejam geneticamente mais resistentes, adaptáveis e desenvolvidas.

Uma série de pragas acometem nossos campos, principalmente devido ao nosso clima tão propício para o aparecimento e proliferação de insetos. Sonhar em obter ganho econômico e abundância de produtos é sinônimo de empregar biotecnologia nas lavouras!

Ou seja: é acelerar drasticamente o trabalho lento e gradual que a natureza já proporciona, com segurança e qualidade, buscando aumentar os rendimentos e garantir “o pão nosso de cada dia”.

A biotecnologia está presente também na pecuária, incidindo na formação de embriões e melhorando a eficácia de remédios e vacinas de uso veterinário.

Desse modo, todas essas técnicas tornam as produções mais rentáveis, as margens de perdas de produção são menores e a sustentabilidade dos negócios é, desta forma, assegurada.

 

A importância da fermentação

A fermentação, como dita anteriormente, remete à uma técnica milenar de transformação orgânica com liberação de energia, onde em um ambiente sem oxigênio são inseridas bactérias e/ou fungos para realizarem essa transformação.

Que é uma técnica antiga, você já entendeu. Agora, tens noção do quanto a fermentação está presente em nossas vidas?

Pão, queijo, cerveja, vinho, salame, vinagre, iogurte, chocolate, café… Não te convenci ainda? Ok.

Então vamos apelar para os “nomes difíceis”: ácido lático, cítrico e acético, amilases, glutamato, lisina, nisina, xantana, dextrana, proteases, vitaminas B2, B12 e C etc.

Tudo isso citado acima é produto, em algum momento, de um processo de fermentação. Os primeiros citados são amplamente conhecidos por você e por todo brasileiro, pois certamente já teve contato com alguns dos alimentos citados em sua mesa.

Os outros compostos citados são amplamente utilizados na indústria da alimentação, servindo como aromatizantes, aminoácidos, gomas, enzimas… toda sorte de ingredientes e aditivos.

 

Alimentos biofortificados

Segundo a EMBRAPA, Biofortificação é o “processo utilizado para aumentar o conteúdo nutricional de micronutrientes, como vitaminas e minerais específicos, das porções comestíveis das plantas utilizadas como alimentos, o que pode ser feito através de técnicas de melhoramento convencional de plantas ou através da biotecnologia.”

Há um programa em curso no Brasil chamado BioFort, que consiste em uma rede de projetos voltados para a biofortificação alimentar no país.

Este projeto foi criado para melhorar o valor nutricional dos alimentos que já compõe a mesa do brasileiro rotineiramente, sendo uma importante estratégia de combate à desnutrição – que é um problema grave do Brasil entre as populações mais pobres.

Os alimentos são acrescidos de, principalmente, Ferro, Vitamina A e Zinco, identificados como os principais nutrientes que estão em defasagem do brasileiro mais pobre. Com isso, emprega-se bastante biofortificação em culturas de feijão, arroz, batata-doce, milho e mandioca.

Estima-se que os custos da biofortificação são menores que a fortificação pós-colheita e da suplementação, fazendo com que essa estratégia possua um alto custo benefício, além de um grande valor social.

Desta forma, podemos ter noção do quanto a biotecnologia tem para oferecer para a questão da alimentação humana, aplicando suas técnicas desde a agricultura e a pecuária até a recombinação genética para melhoramento nutricional de espécies.

 

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