O que são defensivos biológicos

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Você já ouviu falar em defensivos biológicos? Esses defensivos utilizam produtos naturais no controle de diversos insetos e pragas. Esse mercado está em expansão no Brasil, movimentando milhões de reais por ano. Apenas em 2019 foram registrados dezenas de novos produtos biológicos e orgânicos no combate a infestações de pragas.

Apesar dos grandes desafios, principalmente por se tratar de um país com um clima que favorece a proliferação de insetos, há muito interesse em reduzir a quantidade do uso de produtos químicos para o combate as pragas urbanas.

Isso mostra uma forte tendência na diminuição do uso dos defensivos químicos a nível mundial. Tendência essa que só traz benefícios para o consumidor, e para a preservação ambiental.

Os defensivos biológicos fazem parte do controle biológico, que pode ser conceituado como o uso de organismos vivos para que pragas  sejam eliminadas pela ação de outros micro-organismos relacionados às plantas ou insetos, ou seja, ainda que induzido, trata-se de um controle natural.

O controle biológico, por sua vez,  faz parte do arsenal de empresas com tecnologias avançadas que atuam no Controle de Pragas, o qual visa a utilização deste método como tratamento preventivo para obter melhores resultados no controle de insetos e pragas urbanas.

Um ótimo benefício dos produtos naturais é que eles podem ser usados em grãos, frutas e verduras a fim de combater as pragas e doenças oriundas de moscas, ácaros, mosquitos e outros insetos.

 

Os defensivos biológicos podem ser divididos em:

  1. Macrobiológico: utiliza macro-organismos como insetos e ácaros
  2. Microbiológico: utiliza micro-organismos como bactérias, vírus e fungos

Um exemplo que podemos citar desse tipo de produto são os bioinseticidas. Vamos conhecer um pouco mais sobre eles? Confira abaixo.

O que são bioinseticidas?

Os bioinseticidas são produtos que foram desenvolvidos através de micro-organismos como bactérias, vírus e fungos. Ou seja, eles não possuem nenhum tipo de substância química e/ou ação tóxica.

Isso garante que eles não apresentam nenhum tipo de risco ao meio ambiente. Além disso, o seu uso é seguro para o ser humano e também para os animais.

Essa é uma excelente alternativa para os agricultores que desejam controlar pragas na lavoura de forma mais sustentável, uma vez que ao utilizar os bioinseticidas estarão reduzindo a exposição da própria saúde, dos consumidores e do meio ambiente às substâncias químicas.

 

Os benefícios da utilização de bioinseticidas nas lavouras são:

  • Não é perigoso para as outras espécies de animais presentes no ambiente, as quais possuem extrema importância para manutenção e equilíbrio do ecossistema;
  • Pode – e por muitas vezes, deve – ser combinada a outras ferramentas de controle de pragas;
  • Não representam perigo para o ser humano, poupando a saúde do trabalhador e garantindo a segurança alimentar do consumidor;
  • Diminui exponencialmente a poluição oriunda do tratamento das lavouras, não sendo poluente e não interagindo de forma impactante como o meio ambiente.

As lagartas-do-cartucho, como são conhecidas uma das pragas mais abundantes e nocivas nas plantações brasileiras são o principal alvo dos bioinseticidas no país.

Capazes de destruir plantações inteiras de diversos tipos de culturas, hortaliças e, principalmente, o milho, as lagartas se instalam no cartucho das espigas (daí seu nome), depositando seus excrementos.

Ao destruir o cartucho, raspar a planta e danificar as espigas, as lagartas causam um prejuízo econômico, em alguns casos, na casa dos bilhões de dólares. Mas não é só o Brasil que é morada das lagartas-do-cartucho: estima-se que mais de 25 países sejam acometidos por esta praga, entre eles, muitos países do continente africano.

A aplicação é simples: o produto vem em pó. Basta diluí-lo na água e aplicar na cultura. Não há impedimento em utilizar o mesmo equipamento que é utilizado para despejar os insumos químicos, o que barateia e simplifica o processo.

Desta forma, após aplicado nas plantas, a lagarta ao raspar a folha é infectada com o vírus. A partir daí, sua dieta é completamente impactada, levando a morte do animal em alguns dias.

Aplicando da forma correta indicada em cada bioinseticidas, respeitando o passo a passo, o agricultor tem uma ótima ferramenta em suas mãos para assegurar sua safra, preservar o meio ambiente e ainda economizar no manejo de sua lavoura.

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